No cenário de expansão da cadeia de celulose em MS, segmento não apenas cresce de forma acelerada, mas também valoriza seus trabalhadores
Publicado por Nayara • 06/mar/2025 • 08h00
Elcio Trajano Jr*
A cadeia da celulose apresenta desafios relacionados à mão de obra, mas também grandes oportunidades para profissionais que buscam uma colocação em um setor em expansão. Esse segmento não apenas cresce de forma acelerada, mas também valoriza seus trabalhadores, investindo em programas de bem-estar e capacitação continuada que promovem o desenvolvimento de carreira.
Para compreender melhor esse cenário e as demandas regionais, é importante observar os dados apresentados pelo Ibá, que indicam que Mato Grosso do Sul pode receber pelo menos quatro novos empreendimentos do setor de celulose até 2032. Essa expansão deve resultar na geração de quase 100 mil novos empregos, sendo aproximadamente 24 mil diretos e outros 69 mil indiretos, consolidando o Estado como um dos principais polos do setor.
O Mato Grosso do Sul tem sido o principal eixo de expansão das áreas de cultivo, utilizando terras já antropizadas para implantar plantações florestais. Esse modelo de ocupação permite a recuperação de pastagens degradadas, contribuindo para a remoção de carbono da atmosfera e promovendo um manejo sustentável. Uma das técnicas mais relevantes nesse processo é o plantio em mosaico, que intercala áreas de conservação com áreas de cultivo industrial, garantindo a harmonia entre produção e preservação ambiental. Dessa forma, o setor não apenas gera riquezas, mas também entrega valor compartilhado para a sociedade.
Com 46% das áreas com sistemas integrados de plantio de árvores do país, Mato Grosso do Sul se destaca como líder nacional, refletindo diretamente no crescimento da economia estadual. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, o Estado ocupa a oitava posição no ranking de rendimento médio anual dos trabalhadores, com R$ 3.390, superando a média nacional.
Em 2024, Mato Grosso do Sul registrou um saldo positivo de 12.412 empregos formais, atingindo a marca de 670.377 postos de trabalho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. A indústria foi o principal motor desse crescimento, com destaque para o setor florestal e de celulose.
O setor industrial contribuiu com a criação de 6.974 novas vagas, impulsionadas especialmente pelas indústrias de transformação, como a fabricação de produtos alimentícios (+3.927 empregos) e a produção de biocombustíveis (+1.047 empregos). O setor agropecuário também teve um papel relevante, somando 2.548 novas vagas, das quais 2.140 foram diretamente ligadas à produção florestal, confirmando o impacto positivo da cadeia da celulose na região.
O impacto econômico da indústria foi significativo, com um volume de R$ 6,1 bilhões injetados na economia estadual apenas com o pagamento de salários em 2024. Para 2025, a projeção é de um crescimento de 8% na massa salarial. Segundo estimativas da FIEMS, as indústrias devem investir R$ 89,9 bilhões e gerar 11,5 mil empregos diretos em nove cidades de Mato Grosso do Sul entre 2025 e 2028. Desse total, 83,4% serão provenientes do setor de celulose. Além disso, a previsão é de um aumento de 25,6% no PIB do setor, que deve atingir a marca de R$ 50 bilhões nos próximos três anos.
A pesquisa industrial de janeiro de 2025, da FIEMS, aponta que 24% das empresas em Mato Grosso do Sul planejam aumentar seu quadro de colaboradores nos próximos seis meses. O otimismo dos empresários em relação ao desempenho do setor e às intenções de investimento reforçam um panorama positivo para a economia estadual.
Diante desse cenário favorável, é essencial que os trabalhadores busquem qualificação para aproveitar as oportunidades do setor. As indústrias associadas ao SINPACEMS têm acesso a descontos nos cursos de qualificação do SENAI, além de poderem oferecer a seus colaboradores todos os benefícios disponibilizados pelo SESI, promovendo maior qualidade de vida e desenvolvimento profissional.
*Elcio Trajano Jr é presidente do SINPACEMS
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