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A cadeia de papel e celulose e seu círculo virtuoso

Um cenário de protagonismo econômico e impactos positivos para o meio ambiente e a população do Estado, que conta com o apoio do SINPACEMS,

Publicado por Nayara • 04/fev/2025 • 08h00

Elcio Trajano Jr* 

Quando falamos em expansão de florestas plantadas e produção de celulose, Mato Grosso do Sul é o Estado que se destaca. Mas, na prática, qual é o impacto positivo para o Estado e para sua população? Podemos aqui elencar alguns deles.

Neste ano, o PIB do Brasil crescerá 2,2%, projeta a Resenha Regional do Banco do Brasil 2025, enquanto em Mato Grosso do Sul o aumento projetado é de 4,2%, o maior do País. Neste sentido, o governo estadual enfatiza que, nos últimos seis anos, o PIB dobrou no Estado, impulsionado pela revolução do agronegócio, agroindustrialização e pela chegada de grandes empreendimentos no setor de florestas e celulose.

Mato Grosso do Sul registrou um aumento de 15% em sua área de florestas plantadas em relação ao ano de 2023, de acordo com relatório divulgado pelo governo estadual durante o ABTCP 2024. Foi o maior crescimento do Brasil e, de acordo  com dados da Indústria Brasileira das Árvores (Ibá), quase 70% dos investimentos em carteira no setor de celulose estão no Estado.

Isso se traduz na projeção de que, até 2032, o setor de celulose deva criar 100 mil vagas de emprego. Para suprir essa demanda, as indústrias atuam diretamente na educação profissional, articulando com o setor público e entidades do sistema S cursos de capacitação e até educação de nível superior.

É essa indústria, que agrega valor, que está comprometida com o meio ambiente, com a educação e com a geração de oportunidades, que desponta projetando o nome de Mato Grosso do Sul internacionalmente. O Estado fechou o ano com destaque nas exportações de produtos industrializados, que cresceram 25% no período acumulado de janeiro a novembro, conforme dados da Semadesc. Cada vez mais tecnificada, utiliza sistemas sustentáveis em sua cadeia de produção. Na associada Suzano, por exemplo, a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos da Unidade produziu 36,7 mil toneladas de nutrientes para florestas e lavouras, sendo 23,4 mil toneladas de corretivos de acidez do solo e 13,3 mil toneladas de fertilizantes orgânicos. Na Eldorado, uma solução inovadora para a geração de energia elétrica verde por meio de bombas que funcionam como turbinas. O sistema, que é capaz de bombear 5 mil metros cúbicos de água por hora, gera energia suficiente para abastecer várias instalações da empresa, como auditórios e restaurantes. É a primeira indústria global a utilizar efluentes tratados para reverter o fluxo de água e gerar energia.

Estas mesmas indústrias, junto da  também associada Sylvamo, despontam no caderno “Biodiversidade: um compromisso do setor brasileiro de árvores cultivadas”, apresentado pela Ibá na COP16, de Cali, na Colômbia, com 23 exemplos concretos de ações alinhadas aos compromissos da agenda global do Clima – Marco Global de Kunming-Montreal.

São iniciativas que não se distanciam do DNA da própria atividade. Pesquisa divulgada no periódico Journal of Cleaner Production, publicado pela editora holandesa Elsevier, especializada em conteúdo científico e sustentável, financiada pela Fundect, avalia a contribuição das florestas plantadas na redução das emissões de CO2. O estudo revela a contribuição que florestas plantadas de eucalipto podem dar para que Mato Grosso do Sul alcance a meta de ser carbono neutro até 2030. O estudo também confirma que a diversidade microbiológica do solo não é afetada pela cultura.

Um cenário de protagonismo econômico e impactos positivos para o meio ambiente e a população do Estado, que conta com o apoio do SINPACEMS, o Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose. Sigamos em frente, sempre em busca de um ambiente de negócios favorável.

*Elcio Trajano Jr é presidente do SINPACEMS


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