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2024, o ano em que o setor florestal e de papel e celulose protagonizou

São notícias que não só mostram a grandeza e a dimensão do setor e se traduzem em uma agenda global de sustentabilidade e bem-estar social

Publicado por Nayara • 03/dez/2024 • 09h00

Luciano Sgarbi*

O ano de 2024 entra para a reta final com muito a comemorar no setor florestal e de papel e celulose, que protagoniza fortes avanços. A balança comercial de Mato Grosso do Sul registrou um superávit de US$ 6,308 bilhões até outubro de 2024, conforme os dados da Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

A celulose teve grande destaque, elevando a participação de 13% a 24% e o valor exportado em 79%, atingindo US$ 2,1 bilhões no período de janeiro a outubro. Durante o ‘Lide Brazil Conference’, que é realizado em Londres, capital do Reino Unido, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, apontou o setor como propulsor econômico, e lembrou que investimentos robustos transformaram áreas degradadas e de baixa produtividade em sistemas produtivos para produção de citrus, um processo que vem acompanhado da industrialização.
Levantamento da Indústria Brasileira das Árvores, a Ibá, aponta que setor de árvores cultivadas possui uma carteira de investimentos anunciada em R$ 105 bilhões em novas fábricas, plantio e fortes aportes em ciência e tecnologia até 2028. As associadas SINPACEMS, Eldorado Suzano respondem por 45,39% deste volume.

MS é 1º estado em produção de madeira em tora para papel e celulose e responde por 24% da produção nacional de celulose (aproximadamente 5,5 milhões de toneladas/ano). A cadeia produtiva florestal gera mais de 14,9 mil empregos diretos e 12 mil indiretos no Estado, sendo o primeiro em exportação de celulose e o segundo em produção.

Isso tudo aliado ao compromisso com a agenda climática. O setor de celulose brasileiro marcou presença na COP16 — Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica — realizada em Cali, na Colômbia. Na ocasião, a Ibá lançou o caderno “Biodiversidade: um compromisso do setor brasileiro de árvores cultivadas”, com 23 exemplos concretos de ações estão alinhadas aos compromissos do Marco Global de Kunming-Montreal. Entre os cases, estão as associadas SINPACEMS, Eldorado, Suzano e Sylvamo.

Recentemente tivemos mais um estudo corroborando que o setor de florestas plantadas contribui efetivamente para redução das emissões de carbono, além de preservar a diversidade microbiológica do solo. Encomendado pela Fundect e realizado por pesquisadores da UFMS e Unemat, o trabalho científico foi divulgado no periódico Journal of Cleaner Production, que é publicado pela editora holandesa Elsevier, especializada em conteúdo científico e sustentável, técnico e médico. O artigo científico na revista projetou Mato Grosso do Sul como sendo pioneiro na elaboração de estratégias de mitigação de gases de efeito estufa.

São notícias que não só mostram a grandeza e a dimensão do setor, que aponta como a nova fronteira econômica do Estado e do País, mas que se traduzem em um crescimento econômico que efetivamente contribui para uma agenda global de sustentabilidade e bem-estar social. O SINPACEMS se alegra de ser parceiro neste processo, ofertando às indústrias associadas assessoramento e, como filiado à Fiems, acesso a cursos para capacitação e atuando na representação por um ambiente de negócios favorável. Comemoramos juntos um ano que marca a história do setor florestal e de papel celulose e que sinaliza para um horizonte de constante evolução.

*Luciano Sgarbi é 1º Secretário do SINPACEMS


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